A banda Picassos Falsos é um dos nomes emblemáticos do rock brasileiro dos anos 80, período conhecido como BRock. Formada em 1983, em São Paulo (SP), a banda ganhou projeção nacional ao unir rock, soul,funk, baião, maracatu e samba, criando um som acessível, moderno para a época e com forte presença nas rádios.
Com letras diretas, o grupo se destacou em um cenário efervescente que revelou várias bandas que ajudaram a consolidar o rock nacional no mainstream brasileiro.
Origem da banda e primeiros passos
A banda nasceu com o nome de O Verso, em 1985, no bairro carioca da Tijuca, apresentando-se em espaços undergrounds e bares na cidade do Rio de Janeiro.
Na primeira formação pós O Verso, constavam Humberto Effe (voz), Abílio Azambuja (bateria), Gustavo Corsi (guitarra) e Caíca (baixo).Inspirando-se no título de uma canção da banda Brasil Palace, o grupo passou a se chamar Picassos Falsos em 1986.
No ano seguinte, o quarteto grava uma fita demo produzida por Alvin L. e financiada por Maurílio Meireles, dono da loja de discos Subsom. Duas das canções registradas (a terceira foi “Idade Média”), “Carne e Osso” (Abílio, Caíca, Luiz Gustavo e Humberto Effe) e “Quadrinhos” (Pequinho e Humberto Effe), entraram na programação da rádio Fluminense FM, emissora responsável pelo lançamento de grupos como Paralamas do Sucesso, Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens e Legião Urbana.
Ao ouvir as canções da banda na rádio, o jornalista e produtor José Emílio Rondeau interessou-se pelo som do Picassos Falsos e agenciou um contrato com o selo Plug, braço roqueiro da gravadora BMG/Ariola (antiga RCA).
Estilo musical e influências
O som dos Picassos Falsos mistura rock, soul,funk, baião, maracatu e samba. As músicas trazem uma estética diferente das típica dos anos 80: sem sintetizadores, com a guitarras marcantes e uma produção voltada para o grande público.
Essa combinação colocou a banda em sintonia com o que havia de mais atual no cenário internacional, ao mesmo tempo em que ajudou a moldar a identidade do rock brasileiro oitentista.
Integrantes e formação clássica
Humberto Effe (voz e violão)
Gustavo Corsi (guitarra, violão e cavaquinho)
Romanholli (baixo)
Abílio Azambuja (bateria)
O legado dos Picassos Falsos
Em 1990, o grupo se separou. Humberto Effe dedicou-se à carreira solo, gravando um CD pela Virgin; Gustavo Corsi (Luiz Gustavo) seguiu a carreira de músico profissional, tocando com artistas como Ivo Meirelles, Claudio Zoli e Marina; Romanholli formou o Cruela Cruel com Cesar Nine (ex-Coquetel Molotov e futuro Finis Africae), Fernando Magalhães (Barão Vermelho) e Pedro Serra (ex-Ao Redor da Alma e futuro Cordel Elétrico e Estranhos Românticos); Abílio tocou com Ivo Meireles e Teresa Cristina.
A banda volta à atividade em 2001.
Em 2004, lança seu terceiro disco, Novo mundo, pelo selo Psicotrônica. Em novembro do mesmo ano, a banda participa do TIM Festival, um dos mais importantes eventos de música do Brasil, tocando no palco principal, abrindo a noite do dia 6, sábado, para a cantora PJ Harvey e o grupo Primal Scream.
Em 2016, Picassos Falsos lança seu quarto álbum, Nem tudo pode se ver, produção independente lançada a partir de financiamento coletivo.
Seu material está disponível em todos os Streams, e alguns Shows e vídeos estão disponíveis no YouTube.





