Se o rock de garagem precisava de uma dose de adrenalina, as Cigarras entregaram o frasco inteiro. Direto de Curitiba, a banda é uma das forças mais autênticas do cenário independente atual, misturando o espírito do punk de 77 com a crueza do garage rock e letras que não pedem licença.
Início e Trajetória (2017)
A banda surgiu em 2017, unindo musicistas experientes da cena paranaense (com passagens por bandas como Humanish e Sem Futuro). O nome é uma metáfora perfeita: as cigarras passam tempo escondidas, mas quando aparecem, o som é ensurdecedor e impossível de ignorar.
As Integrantes
O quarteto é conhecido pela química explosiva e pela postura de palco:
- Maria Paraguaya: Voz e guitarra (conhecida pela voz potente e presença marcante).
- Babi Age: Bateria.
- Rubia Oliveira: Baixo.
- Taís D’Albuquerque: Guitarra.
Principais Lançamentos e Discos
O som das Cigarras é caracterizado por guitarras distorcidas e refrãos que grudam na cabeça:
- Cigarras (EP – 2018): O cartão de visitas da banda, com faixas como “Fralda Pant” e “Cigarra”, estabelecendo a estética lo-fi e energética.
- Motor de Dentista (2023): O álbum completo que consolidou o grupo. Com letras ácidas e bem-humoradas, o disco passeia pelo surf rock, punk e mod, com destaque para a faixa-título e “Verão do Mal”.
Shows e Destaque na Cena
A banda é figura carimbada em festivais que celebram o rock de raiz e a cultura independente:
- Psicodália: Onde conquistaram o público com apresentações viscerais.
- Circuito de Festivais Independentes: Rodaram o Brasil tocando em inferninhos e palcos de renome, como o Morrostock.
- Aberturas Internacionais: Já dividiram o palco com nomes importantes do punk e garage mundial em passagens pelo sul do país.
As Cigarras provam que o rock não precisa de grandes produções para ser relevante — precisa de atitude, três acordes e algo real a dizer.





