Se você tem acompanhado a renovação do rock nacional, o nome Terno Rei certamente já cruzou os seus fones. Vindos de São Paulo, o quarteto conseguiu criar uma identidade única no cenário atual, misturando guitarras dedilhadas com influências do indie dos anos 80, do synth-pop e do sinto-muito, transformando melancolia urbana em hinos geracionais.
O Começo e a Construção da Identidade (2010)
A banda foi formada em 2010, na capital paulista. No início, os primeiros trabalhos como Vigília (2014) e Essa Noite Bateu com um Sonho (2016) mostravam uma banda experimental, flertando com o dream pop e o rock alternativo climático. Eles já chamavam a atenção pela sensibilidade das letras, mas o verdadeiro estouro ainda estava por vir.
Os Integrantes
O entrosamento do Terno Rei é o segredo de sua sonoridade polida e envolvente:
- Ale Sater: Voz e baixo (com seu timbre vocal característico e melancólico).
- Bruno Paschoal: Guitarra, sintetizadores e vocal.
- Gregorio Duvivier: Guitarra (não confundir com o ator!).
- Luis Guimarães: Bateria.
Violeta e o Fenômeno Nacional
A virada de chave definitiva aconteceu em 2019 com o lançamento de “Violeta”. O álbum, lançado pelo selo Balaclava Records, foi um divisor de águas não apenas para a banda, mas para a cena independente brasileira.
Com uma produção impecável e refrãos que grudam na mente, o disco gerou clássicos instantâneos como:
- “Solidão de Volta”: O hino definitivo da banda.
- “Yoko”: Uma das faixas mais bonitas e celebradas do indie nacional recente.
- “Medo”: Sintetizadores marcantes e uma letra com a qual qualquer jovem urbano se identifica.
Em 2022, eles mantiveram o sarrafo lá no alto com o álbum “Gêmeos”, trazendo faixas potentes como “Dias da Juventude” e “Difícil”, consolidando o grupo nas paradas de streaming.
Palcos e Festivais
O Terno Rei deixou de ser uma promessa do underground para se tornar headliner. Eles já lotaram as principais casas de show do país (como o Audio e o Circo Voador) e entregaram apresentações históricas em grandes festivais, incluindo o Lollapalooza Brasil e o Primavera Sound São Paulo, onde arrastaram multidões que cantavam cada linha em coro.





