Se você procura por um som que une a crueza do Blues, a psicodelia dos anos 70 e a energia explosiva das ruas, a Picanha de Chernobill é a sua banda. Nascida no Rio Grande do Sul e batizada no asfalto de São Paulo, a banda é um exemplo de resistência e autenticidade no cenário independente brasileiro.
Do Sul para as Ruas de São Paulo
A banda foi formada em 2008, na cidade de São Leopoldo (RS). No entanto, foi em 2013 que o trio tomou uma decisão que mudaria sua história: mudar-se para São Paulo e adotar as ruas, especialmente a Avenida Paulista, como seu principal palco.
Essa exposição direta com o público moldou o som orgânico e a performance visceral que se tornaram marcas registradas do grupo.
O Som e os Integrantes
O trio é conhecido por um som encorpado, onde o improviso e a técnica caminham juntos. A formação conta com:
- Matheus Goulart: Voz e guitarra (com um timbre que remete aos grandes mestres do blues-rock).
- Chico Santarosa: Bateria.
- Rafael Lange: Baixo.
Discografia e Grandes Momentos
A trajetória da Picanha é marcada por álbuns que capturam a essência do “rock feito à mão”:
- O Velho e o Mar (2014): Um disco que consolidou a identidade da banda, misturando letras reflexivas com arranjos de peso.
- O Contra-Ataque (2018): Um álbum que reflete a maturidade do trio, com uma sonoridade mais densa e flertes com o rock progressivo e psicodélico.
- Ao Vivo na Rua: Nada define melhor a banda do que seus registros ao vivo, que captam a energia das calçadas e a interação com a massa urbana.
Por que ouvir?
A Picanha de Chernobill é rock n’ roll em estado puro. Eles resgatam a tradição dos grandes power trios (como Cream e Jimi Hendrix Experience), mas com um tempero brasileiro e uma urgência contemporânea. É som para quem gosta de solos de guitarra inspirados, baixo pulsante e uma bateria que não economiza nos pratos.





