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Necro: O Rock Psicodélico e Progressivo que Veio das Águas de Alagoas

Se a cena independente do Nordeste é conhecida por sua pluralidade, Maceió presenteou o Brasil com uma das propostas mais ricas e bem lapidadas do rock pesado: a Necro. Combinando o hard rock setentista, o rock progressivo e passagens psicodélicas emolduradas por letras poéticas em português, a banda alagoana se tornou uma referência indispensável para os amantes de timbres orgânicos e arranjos trabalhados.

A Origem em Maceió (2009)

A jornada começou por volta de 2009, na capital alagoana. Inicialmente chamada de Necromancer, a banda trazia uma pegada voltada ao stoner e heavy rock clássico. No entanto, ao encurtar o nome para Necro, o grupo passou por uma profunda metamorfose sonora, abraçando influências que vão de Black Sabbath, Os Mutantes e O Terço a gigantes do progg-rock europeu como Camel e Genesis.

Os Integrantes

A sonoridade refinada e cheia de dinâmica da Necro é sustentada pelo entrosamento de seus músicos:

  • Pedro Peltrow: Voz e bateria (uma raridade na cena, ditando o ritmo e a melodia da banda no palco com maestria).
  • Lilian Lessa: Baixo, sintetizadores e vocais de apoio.
  • Rogério Dyas: Guitarra.

Discos e Obras-Primas

A discografia da Necro se destaca pelo cuidado técnico, produção impecável e gravações que valorizam a estética analógica:

  1. Necro (2012): O álbum de estreia homônimo revelou a versatilidade do trio, misturando riffs de guitarra encorpados com passagens acústicas e melancólicas.
  2. Adiante (2016): Lançado pelo prestigiado selo gringo Ripple Music em parceria com selos brasileiros, o disco é uma verdadeira obra-prima do prog/hard psicodélico nacional. Faixas como “Orquídea Negra”, “Deixa Estar” e “Azul” trazem uma riqueza instrumental impressionante, combinando teclados vintage, flautas e guitarras dobradas.

Reconhecimento e Palcos

Com um som que não reconhece fronteiras, a Necro conquistou elogios da imprensa especializada no Brasil e no exterior. O grupo circulou por importantes festivais da cena independente do Nordeste e de outras regiões do país, impressionando o público com uma execução ao vivo cirúrgica e hipnotizante.

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