Se você pensa que o som soturno, denso e melancólico do pós-punk e da darkwave só germina sob o frio europeu, a Plastique Noir está há duas décadas provando o contrário. Vinda do calor de Fortaleza (CE), a banda se tornou a maior referência do rock gótico e da subcultura dark no Brasil, exportando uma sonoridade hipnótica, pulsante e aclamada até no circuito independente internacional.
A Origem em Fortaleza
A banda surgiu no fim de 2005, na capital cearense. Unindo a estética noir, drum machines marcantes, guitarras gélidas e linhas de baixo incisivas, a Plastique Noir rapidamente rompeu as barreiras do Nordeste. O próprio nome faz uma alusão poética e sombria à cultura urbana e aos contrastes da sociedade contemporânea.
Desde o início, o grupo se destacou por construir uma ponte perfeita entre os clássicos dos anos 1980 (como Bauhaus, The Cure, Sisters of Mercy e Joy Division) e a roupagem moderna da darkwave contemporânea.
Os Integrantes
A formação que sustenta a identidade e a energia visceral da banda conta com:
- Airton S.: Vocal e eletrônicos (a voz marcante, poética e teatral do grupo).
- Danyel Teixeira: Guitarras e sintetizadores.
- Deivyson Teixeira: Baixo.
Discos e Obras-Primas
A discografia da Plastique Noir é um prato cheio para quem aprecia produções atmosféricas, densas e dançantes:
- Dead Pop (2008): O álbum de estreia que chacoalhou a cena underground nacional. Um clássico instantâneo do pós-punk brasileiro, com hinos da subcultura dark como “In Spite of You” e “Creep Show”.
- Affects (2011): Um disco refinado e envolvente, que consolidou a presença da banda nas pistas de dança alternativas do país inteiro.
- 24 Hours Awake (2015): Mais denso e maduro, explorando camadas climáticas e letras introspectivas.
- Iskuros (2021): Um trabalho potente que reafirmou a capacidade da banda de se renovar, mantendo a urgência e o peso da sua estética.
Projeção e Turnês Internacionais
Celebrando cerca de 20 anos de estrada, a Plastique Noir carrega no currículo apresentações históricas. O grupo já dividiu palco com ícones internacionais do gênero (como The Cruxshadows e Das Ich), marcou presença nos principais festivais alternativos do Brasil e realizou turnês marcantes pela Europa — levando o pós-punk feito no Ceará para palcos em cidades como Paris, Madri e Porto.
Ao vivo, a banda entrega uma performance imersiva e ritualística, provando que a obscuridade e a poesia andam de mãos dadas com a alta energia do rock.





