Se o concreto de São Paulo tivesse uma trilha sonora moderna, cinza e pulsante, ela certamente passaria pelas composições da Inês é Morta. A banda conseguiu resgatar a herança do rock gótico e do pós-punk dos anos 80, trazendo-a para o caos urbano do século XXI com uma identidade visual e sonora impecável.
Início da banda e proposta artística
Formada em 2016, na capital paulista, o nome da banda utiliza uma expressão popular portuguesa (“Agora Inês é morta”) que remete a algo que já não tem mais solução. Essa carga de fatalismo e urgência é o alicerce para as composições do grupo, que exploram temas como a solidão, a decadência urbana e os abismos emocionais.
O nome da banda carrega um tom provocativo e simbólico, refletindo a proposta artística de questionar padrões e explorar temas como existência, conflitos internos e crítica social.
A Inês é Morta surgiu da união de músicos da cena alternativa paulistana, com o objetivo de criar uma sonoridade que fosse além dos rótulos tradicionais. Desde o início, a banda apostou em uma estética crua, com forte influência do punk e do hardcore, mas também com experimentações sonoras e texturas mais densas.
Importância na cena independente
A Inês é Morta representa uma vertente mais experimental e ousada do rock nacional atual. Sua proposta rompe com fórmulas comerciais e reforça a força do underground como espaço de inovação artística.
Para quem busca música intensa, fora do padrão e com identidade própria, a banda é um nome que merece atenção.
Formação atual
Camila Kohn: Vocal
Danilo Grilo: Bateria
Lucas Krokodill: Baixo
Daniel Lima: Guitarra





