Se você pensa que o Mato Grosso se resume ao sertanejo agro, a Imitáveis está há mais de uma década provando que o Centro-Oeste é terra fértil para o rock and roll mais sarcástico, urgente e divertido do país. Vinda de Cuiabá, a banda combina a energia do surf punk, a rusticidade do garagismo e a malandragem do rock nacional oitentista em canções que são verdadeiras crônicas da vida urbana e das noites quentes cuiabanas.
A Origem em Cuiabá (2008)
A banda surgiu em 2008, na capital mato-grossense, idealizada pelo vocalista e letrista Dennis Rodrigues. O nome “Imitáveis” nasceu como uma ironia provocativa à falta de originalidade de muitas bandas do mercado e ao hábito de se copiar fórmulas prontas.
Decididos a seguir pelo caminho 100% autoral, os caras começaram a movimentar o underground cuiabano organizando seus próprios shows e festivais independentes, tornando-se peça fundamental no fortalecimento da cena alternativa do Estado.
Os Integrantes
A formação que garante o som sujo, dançante e cheio de punch do grupo conta com:
- Dennis Rodrigues: Vocal (e a atitude performática/sarcástica de frente).
- Vitor Miani: Guitarra.
- Jhonny Garcia: Baixo.
- Sandro Souza: Bateria.
Sonoridade e Discos Marcantes
O som da Imitáveis é marcado por guitarras com reverb de surf music, ritmos acelerados de punk rock e refrãos chiclete em português:
- Amanhã Ninguém Sabe (2011): O cartão de visitas que apresentou a verve afiada e bem-humorada do grupo com faixas diretas e sem frescura.
- Imitáveis Por Onde Passa Deixa Um Rastro de Tesão e Destruição (2014): Um título provocativo para um álbum polido e maduro, recheado de surf rock, críticas sociais sutis e hinos de inferninho como “O Amor Não É Para Mim”.
- EPs e Singles Recentes: A banda segue lançando faixas constantes que passeiam pelo indie rock, garage rock e produções audiovisuais criativas e bem-humoradas.
Atitude, Turnês e a Cena Independente
A Imitáveis é uma verdadeira operária do rock autoral. O grupo já rodou o Brasil em turnês independentes (“na raça”), passando por diversos estados e marcando presença em festivais renomados como Goiânia Noise, Festival Bananada, Porão do Rock e o local Festival Macaco Cego.
No palco, o show é uma performance de pura entrega: piadas com a plateia, rodas de pogo e aquela energia crua que lembra os áureos tempos do rock de garagem.





